Terça-feira, 30 de Junho de 2009

para o açúcar...

pinça para açúcar

pinça para cubos açúcar

Para pegar os cubos de açúcar em um açucareiro, nada mais providencial que a pinça de açúcar, a minha, em prata inglesa georgiana (George III), foi fabricada em 1807 (século XIX). Foi presente de um amigo australiano e chegou hoje aqui em casa. Eu tenho certa fixação por açúcar, mascavo, demerara, orgânico em cubos, cristal, refinado, de confeiteiro, impalpável... Tenho todos eles em casa, acho que em outra vida, eu devo ter sido escravo de algum engenho de açúcar, é a única explicação para essa minha tara por açúcar, hehehehe.
Uma curiosidade sobre o açúcar, durante o século XVIII o açúcar chegava a Europa, vindo das Américas em grandes moldes cônicos, chamados "pães de açúcar" (eis o motivo da montanha carioca ter este nome, lembra um "pão de açúcar"), estes cones de açúcar compacto eram cortados em pedaços não muito regulares, para pegá-los, não era nada elegante usar as mãos ou uma colher qualquer, foi então que inventaram a pinça para açúcar. É mais ou menos da mesma época também a invenção da colher de polvilhar açúcar, para o açúcar já fino, imaginem no século XVIII, que luxo não era comer frutas frescas polvilhadas com açúcar... Pode parecer um tanto sem graça (embora eu adore comer morangos frescos, polvilhados com açúcar somente), mas tentem imaginar que antes daquela época, todo o doce conhecido vinha do mel ou das frutas. Vocês viveriam totalmente sem açúcar? Digam a verdade!

um ou dois cubos?

P.S. Me rendi ao vichy (nome deste padrão xadrez na toalha de mesa), por enquanto, em azul :)

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

compota de abóbora

A Abóbora é mesmo um fruto incrível (agora fiquei em dúvida, fruto, legume ou outra coisa? Eu não sei...), algumas variedades, como a japonesa por exemplo (aquela da casca verde e bem grossa) podem durar até mais de um ano, sem refrigeração, desde que mantida inteira (sem partir a casca).
Minha irmã comprou outro dia um pedaço daquelas abóboras para doce (aquela que tem polpa bem fibrosa, a casca com listras e que costuma ser bem comprida, já vi algumas até com mais de um metro de comprimento!). Como era um pedaço, já partido, envolvido somente com um filme plástico, tive que usar rápido para não estragar. Liguei pra minha mãe e ela me explicou como fazer. Minha avó Marietta costumava sempre fazer doces de abóbora, com ou sem côco ralado.
Eu fiz da seguinte forma:

compota de abóbora

Compota de abóbora

1kg de abóbora, descascada e picada em cubos
500g de açúcar cristal
1 pau de canela

Coloque numa panela de fundo grosso a abóbora e o açúcar, leve ao fogo baixo e cubra com uma tampa. A abóbora soltará seu sumo e nele irá cozinhar. Quando a abóbora começar a se desfazer, com a ajuda de um garfo, esmague todos os cubos de abóbora, até transformar tudo em uma pasta fibrosa, junte o pau de canela e mexendo sempre, cozinhe até que engrosse. Quando começar a despregar do fundo da panela, desligue se quiser um doce para comer às colheradas, ou deixe mais algum tempo no fogo para um doce mais duro. Tire o pau de canela e transfira para um pote, mantenha na geladeira, fica melhor ainda no dia seguinte.

pequenos folhados

Aproveitando alguns biscoitos folheados que eu tinha no armário (infelizmente não sei a marca), os recheei com um pouco do doce de abóbora, que deixei cozer até ficar meio duro, polvilhei açúcar e servi no chá. Não ficaram bonitos? A compota de abóbora também fica ótima com queijo branco :)

Domingo, 28 de Junho de 2009

papos de anjo

Outro dia o Carlos do blog fazendo a janta comentou que iria fazer papos de anjo, doce tradicional da culinária portuguesa, eu já tinha vontade de fazer há algum tempo, como tinha bastante ovos...
Tinha algumas dúvidas e perguntei sobre elas pro Bergamo, e ele como sempre me ajudou a esclarecê-las.
Olhei muitas receitas, o que impressiona neste doce é a simplicidade, os ingredientes basicamente são só ovos e açúcar, algumas receitas levam só gemas, outras uma ou duas claras, eu fiz da seguinte forma:

papos de anjo

Papos de anjo

7 gemas de ovo
1 clara de ovo batida em neve
manteiga para untar as forminhas
300g de açúcar
350ml de água
2 colheres de sopa de rum
1 pau de canela
raspas de limão

Faça a calda. Numa panela junte a água e o açúcar, mexa até o açúcar se dissolver, junte o pau de canela e leve ao fogo baixo, sem mexer, por cerca de 10 minutos, ao término junte as raspas de limão e o rum.
Bata as gemas até que fiquem fofas, junte a clara e bata um pouco mais, coloque a mistura de ovos até a metade de forminhas de empada, untadas com manteiga. Leve a assar por cerca de 10 minutos, ou até que os bolinhos estejam secos ao serem espetados com um palito. Desenforme-os e transfira para uma compoteira, regue com a calda.
O doce fica melhor no dia seguinte, pois os bolhinhos absorvem bem os sabores da calda, são como esponjas :)

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

louro

louro

Daphne era uma bela ninfa, mas não queria saber de namorar, correr pelos bosques para ela era tão mais interessante. Eros, o amor, com uma flecha de seu carcás acertou Apolo, e ele caiu de amores por Daphne, passou a persegui-la incansavelmente, mas aquele cara chato com a lira não encantava em nada a pobre Daphne, ela só queria levar a sua vida tranquila, sem grandes amores.
Desesperada por já não conseguir mais se livrar das investidas de Apolo, ela rogou aos deuses que a livrassem daquela beleza que só lhe trazia aborrecimentos. E eles a atenderam, com a metamorfose, ela se transformou numa árvore, um loureiro.
A Apolo só restou chorar junto à sua lira. Com as folhas de sua amada, fez uma coroa que sempre levava à cabeça.
Já eu, prefiro usar as folhas de Δάφνη (Daphne, que em grego significa loureiro) no feijão, ou no bouquet-garni para algum cozido, tenho sempre um ramo de loureiro pendurado na cozinha, sempre me lembro dessa história quando o uso. Adoro as tragédias amorosas da mitologia grega!

Apolo e Daphne

P.S. Para os fãs de Rameau como eu, eis aqui aria da Folie da ópera cômica Platée, nela a personagem Folie debocha do amor, narrando a tragédia de Apolo e Daphane.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

feijões borlotti frescos

feijões borlotti frescos

Os encontrei outro dia no sacolão, por serem frescos, não precisam nem ser demolhados, em cerca de 40 minutos (sem pressão) estão cozidos. Minha dica é, debulhe o feijão, lave-o, cozinhe-o em água com uma folha de louro (o louro é grande amigo do feijão), quando o feijão estiver cozido, frite alho bem picado e folhas de alecrim também picadas bem pequeno em azeite, junte ao feijão, acerte sal e pimenta et voilà. Infelizmente depois de cozido ele perde este rajado bonito, em tons de um camaïeu carmim.
O servi como acompanhamento de costelas de porco assadas (temperadas com limão, sal, pimenta, bastante alho e alecrim), um pedaço de pão italiano e estava me sentindo um mangia fagioli na Toscana hahahaha. Pode servir o feijão com ou sem caldo, caso prefira servir ele sem caldo, guarde o caldo e use-o em sopas, fica bem gostoso!

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Tutano assado com flor de sal

Uma coisa que eu queria fazer já tem algum tempo, nem todos gostam e não serve pra quem está de dieta (hehehe). Encontrei esta receita aqui, em francês, com a ajuda da minha amiga Chantal.

Os à moelle grillés à la fleur de sel

Tutano assado com flor de sal

4 ossos de tutano bovino
flor de sal (de preferência a de Guérande)
pão grelhado
salada verde*

Polvilhe flor de sal sobre os ossos e coloque-os sobre uma travessa refratária.
Pré-aqueça o forno a 230° e leve os ossos a assarem por 20 a 25 minutos.
O sal antes do cozimento impede que o tutano vaze na travessa enquanto os ossos estiverem no forno.
Sirva com o pão grelhado e a salada verde*

*Para a salada usei salsa picada, a parte branca de 1 cebolinha e alcaparras.

marrow spoon

Uma curiosidade, a colher para tutano começou a ser mais utilizadas durante a regência da rainha Ana I, da Grã-Bretanha e Irlanda (início do século XVIII), na época, o tutano era uma iguaria bastante popular, já a carne, era considerada um luxo que somente os ricos podiam consumir regularmente. Para retirar o tutano do osso pode se usar tanto a concha, que é bastante estreita, quanto o cabo, ainda mais estreito. A minha, de prata inglesa, foi fabricada em Londres no ano de 1824 é bastante eficiente ainda nos dias de hoje :)

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

frio

Rameau também é bom pra ouvir quando estamos tristes, um trecho da ópera Castor et Pollux. Por favor, me corrijam se errei na tradução, meu francês não é muito bom.



Tristes apprêts, pâles flambeaux,
Jour, plus affreux que les ténèbres,
Astres lugubres des tombeaux,
Non, je ne verrai plus que vos clartés funèbres.

Toi, qui vois mon cœur éperdu,
Père du jour, ô soleil, ô mon père !
Je ne veux plus d'un bien, que Castor a perdu,
Et je renonce à ta lumière.

Tristes apprêts, pâles flambeaux,
Jour, plus affreux que les ténèbres,
Astres lugubres des tombeaux,
Non, je ne verrai plus que vos clartés funèbres.

Triste fim, pálidas chamas,
Dia, mais terrível que as trevas,
Astros lúgubres das tumbas,
Não, eu não verei mais que vossas clarezas fúnebres

Você, que vê meu coração despedaçado,
Pai do dia, oh sol, oh meu pai!
Eu não vejo mais de um bem, que Castor perdeu,
E eu renuncio à sua luz

Triste fim, pálidas chamas,
Dia, mais terrível que as trevas,
Astros lúgubres das tumbas,
Não, eu não verei mais que vossas clarezas funebres.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

palmiers

chá da tarde

200g de massa folheada comprada já pronta (eu costumo usar a da Arosa), cerca de 150g de açúcar cristal, enrolar, cortar, assar. Eis que a mágica acontece, palmiers para o chá!
O nome destes biscoitos quer dizer palmeira, se prestarem bem atenção, no centro de cada um deles irão mesmo ver uma forma que lembra uma palmeira.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

talheres antigos

coleção

Se lembram que eu já havia comentado sobre a minha coleção num post anterior? Pois bem, ela tem crescido pouco a pouco, algumas novas peças compradas, outras ganhei como presente... Hoje quero falar sobre isso, talheres antigos. A maioria das pessoas não dão muito valor a eles, mas eu acho incrível colecionar talheres, são quase infinitos os modelos e padrões, os vejo como pequenas jóias, principalmente aqueles incomuns, bem raros, já caídos em desuso, meu pequeno prazer é este, torná-los meus, polí-los, deixá-los como novos e então tornar a usá-los, como objetos cotidianos. Na foto acima, são todos do século XIX e em prata de lei, sempre me perguntam como consigo datar, e é exatamente nisto que eu queria chegar. Talheres antigos de prata (antigos mesmo), quase todos possuem contrastes, que são pequenas marquinhas que servem para identificar o teor da prata, a origem e em alguns casos, como na prata inglesa, datam até mesmo o ano de fabricação, por meios de letras que correspondem cada uma delas a um ano.

coleção

Esta pequena conchinha é a mais antiga da coleção, uma colher para mostarda (ela apareceu no post anterior).

gravação

Não são lindos os detalhes? O que me encanta, é que não se encontra mais coisas parecidas feitas nos dias de hoje. E acreditem, não são muito caros, só é preciso procurar bem e estar atento ao que é realmente prata e o que só tem banho de prata (que tem menos valor). Onde encontrar? Feirinhas de velharias, sites de leilões virtuais e antiquarios. Se prestarem atenção em quase todas as fotos do blog, vão sempre ver alguns deles misturados a talheres comuns, novos.

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

mostarda caseira

mostarda caseira

Outro dia estava conversando sobre mostarda com uma amiga minha, a Pat Feldman do blog crianças na cozinha, ela me contou da receita dela de mostarda ao mel e fiquei morrendo de vontade de fazer mostarda caseira, e foi o que eu fiz, olhei várias receitas e criei uma usando um pouco de cada uma delas, um outro amigo meu, René Aduan, me deu algumas dicas que pretendo seguir na próxima vez.

mostarda caseira

Usei 100g de grãos de mostarda (que podem ser marrons ou amarelos, ou mistura dos dois), macerei no almofariz com 6 grãos de pimenta preta e 6 grãos de pimenta branca, juntei mais 15g de grãos de mostarda inteiros, para deixar a mostarda com uma aparência mais rústica. Em uma tigela adicionei cerca de 50ml de água, os grãos de mostarda macerados e os inteiros e misturei bem, adicionei 1 colher de sopa de sal e cerca de 250ml de vinagre branco de boa qualidade, transferi para um pote hermético e o fervi em água por cerca de 10 minutos, depois disso o ideal é deixar guardada em um local frio e escuro por cerca de 1 mês, mas sou muito ansioso e não aguentei! Abri o pote depois de 3 dias hahaha. Provei ela hoje com torradinhas, o sabor de mostarda é bem acentuado, bem picante. Além de usá-la em sanduíches, fica ótima quando usada como tempero, num frango por exemplo.
Ah! Talvez seja interessante usar um pouco mais de vinagre, para deixá-la menos grossa, porque depois que os grãos hidratam, ela fica menos fluída.

mostarda caseira

A colher de mostarda é nova na coleção, é inglesa e foi fabricada em Londres no ano de 1823, durante o reinado de George IV, ficou bem bonita no mostardeiro antigo de Limoges, que eu já tinha :)

Sábado, 2 de Maio de 2009

dragées

dragées

As brancas são as minhas favoritas :)

Domingo, 26 de Abril de 2009

ovo poché

fechado

Sempre tive vontade de fazer o mítico ovo poché, e assumo, já estraguei pelo menos 5 ovos tentando, em vão. Não é tão simples quanto parece, algumas regras devem ser observadas.
Esta semana finalmente consegui, quem me ajudou bastante, foi Dona Lourdes, mãe da minha amiga Luciana Damschi. Luciana me contou que o avô dela, um alemão de nome Hermann, trouxe o hábito de comer ovos poché em 1902, quando veio para o Brasil, ele comia sempre ovos poché, nunca fritos ou preparados de outra maneira.
Então, seguindo as dicas de Dona Lourdes, faça da seguinte maneira:
Ovos o mais frescos possível, se morar no interior e tiver galinhas, melhor ainda. É importante também que os ovos estejam à temperatura ambiente (e nunca gelados).
Leve água acidulada com vinagre branco em uma panela ao fogo, a água deve ferver, mas ser mantida em fogo baixo. Quebre o ovo para uma xícara ou concha, agite a água com o garfo, de forma que se forme um rodamoinho no centro, o ovo deve ser colocado ao centro do rodamoinho, o mais próximo possível da superfície da água. Assim que notar que a clara está cozida, com uma escumadeira ou colher furada, retire da água, corte alguma eventual rebarba da clara e ele ficará assim, parecendo uma mozzarella de búfala, e quando a clara é partida, eis a surpresa, o amarelo da gema é libertado.

partido

Não é lindo? É só polvilhar com sal e pimenta-preta e uma coisa que adoro é fazer exatamente da forma como fiz na foto, comê-lo com brócolis cozido em água um pouco salgada, e um pedaço de pão. É simples, mas já é uma refeição completa.

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

aceita uma xícara de chá?

earl grey

É earl grey (chá preto aromatizado com óleo bergamota). É tão bom sentir um sabor cítrico neste fim de tarde tão frio e lúgubre.
Preferem com ou sem açúcar?
P.S. Para ouvir, minha sonata favorita de Scarlatti.

Domingo, 19 de Abril de 2009

as tampas, os tachos e as panelas

tampas, tachos e panelas

Arrumei um lugar paras as tampas e o trio de pequenos tachos, mas querer fazer as coisas a olho acaba nisso, errado, as tampas deveriam ter ficado mais à direita e os tachos mais abaixo um bocado.
Furo a parede novamente ou deixo assim mesmo? Eis a questão...
Em alguns anos espero poder competir com a cozinha do château de Chenonceau, em quantidade de utensílios de cobre, hehehehe. :)

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

música na cozinha



Mudando um pouco das óperas francesas (minhas favoritas), eis uma italiana, La serva padrona, ópera buffa de Giovanni Battista Pergolesi, na versão da diretora brasileira Carla Camurati ela se passa numa cozinha. A música de Pergolesi é uma delícia, nesta versão mesmo quem não tem muita intimidade com ópera passa a gostar, foi assim comigo! Passei a me interessar bem mais por ópera depois de assistir La serva padrona :)
Não é raro eu ouvir esta aria enquanto cozinho, ou então a aria "a Serpina penserete".
A história é de uma criada mandona (Serpina), que tenta fazer de tudo para virar patroa, até mesmo seduzir o patrão (Uberto), pra isso conta com a ajuda do criado Vespone (que é mudo). A pesar de só contar com 3 personagens, é divertidíssima!

Terça-feira, 14 de Abril de 2009

tian de legumes

Tian
Eis uma coisa simples mas que sempre impressiona pelo sabor, tian de legumes, prato típico da Provença. Não vou nem me dar ao trabalho de escrever uma receita muito detalhada, porque é o tipo de coisa que se faz sem usar receita. Refogue em azeite uns 2 dentes de alho bem picados e meio pimentão vermelho também cortado pequeno. Numa travessa coloque o alho e o pimentão refogados, salpique com ervas (pode ser tomilho, manjerona, alecrim, quais você preferir) e sobre eles, disponha fatias (com cerca de meio centímetro de espessura) de tomates, berinjela e abobrinha (de preferência a italiana, se possível, aquelas da casca bem verde), tudo com casca mesmo, somente fatiado. Salpique com sal, pimenta preta do moinho e regue com bastante azeite. Agora é só levar ao forno pré-aquecido à temperatura média e deixar até que os legumes estejam cozidos. É ótimo acompanhamento para carnes grelhadas.

refogando

Acima o alho e o pimentão, e folhinhas de tomilho. A primeira foto, era do tian antes de ir pro forno :)

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

almoço de domingo

salada

Se lembram da serralha? Perdi o preconceito e dessa vez ela foi pra salada, junto com algumas folhas de rúcula e tomatinhos cereja. Pretendo fazer isso mais vezes, gostei bastante! E talvez numa próxima vez até faça serralha refogada no alho, como me indicaram no post que comentei sobre ela.

tomatinho

Nhac!

ragu

E a massa com o ragu ficou assim, o molho foi pro fogo mais ou menos às 8:30 de ontem, cozinhou até a hora do almoço, em fogo baixo, a carne, um pedaço de músculo, depois deste tempo já estava se desmanchando e o molho com um sabor ótimo. E pra completar, aquela frase também da minha avó Marietta, macarrão sem queijo é como amor sem beijo :)

Domingo, 12 de Abril de 2009

pappardelle fresco

pappardelle

Minha avó Marietta já dizia, domingo é dia de macarrão, mas a massa eu me precavi e já fiz no sábado, e o molho já está no fogo. Talvez vocês esperassem algo mais especial já que é páscoa, mas como estou passando a páscoa sozinho, a única coisa que me animei a fazer foi massa fresca, que já havia mais de um ano que eu não fazia. Usei aquela medida básica de 1 ovo para cada 100g de farinha, e um pouco de azeite também. Se você for homem, tem vantagens na hora de fazer massa, porque a massa é realmente pesada e é preciso força para sová-la até ficar homogênea. É importante também deixar que a massa descanse, por no mínimo 30 minutos antes de abrí-la no cilindro, mas sobre massas eu já falei melhor n'outro post.

força que a massa é pesada!

secando na cadeira

Cortei parte da massa em pappardelle, que é essa massa bem larga e outra parte em trenette, que deixei secar um pouco e congelei para outro dia, massa fresca é uma coisa que congela muito bem. Não é linda a massa secando no espaldar da cadeira? :)
Agora deixe-me voltar pra cozinha que meu ragù está no fogo!

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

o prazer das pêras

pêras bonitas

Além de escolher tomates (que para mim devem ser sempre maduros), outra coisa que me dá grande prazer é escolher pêras. As Williams são as que eu mais gosto (diferente da minha mãe, que prefere as portuguesas) , escolho na gôndola sempre as pêras mais perfeitas (ainda um pouco verdes), mas não são para serem consumidas na hora. Elas devem ficar na fruteira, sobre a mesa da cozinha por 2 ou 3 dias, são quando ficam perfeitas. Aí está o prazer, comer pêra suculenta, que quando mordemos uma grande gota de sumo de pêra escorre pelo canto da boca, é um prazer que adoro :)

pêra

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

tomates

tomates bonitos
Tomates maduros não são lindos? Eu dou preferência aos maduros até mesmo para saladas...
Na hora de escolher, escolha os mais vermelhos possível, mas que ainda estejam firmes.

Terça-feira, 7 de Abril de 2009

potage cressonnière

Mais outra sopa, super fácil de fazer e bastante saborosa.

potage cressonnière

Potage cressonnière

500g de batatas
um maço de agrião
1,5 l de água
100g de creme de leite espesso (também conhecido como "nata" no sul do país)
sal e pimenta preta

Descasque, e corte as batatas em pedaços, grosseiramente, leve ao fogo em água temperada com sal. Deixe ferve e reduza o fogo, cozinhe por cerca de 30 minutos.
Lave o agrião, separe os talos das folhas, pique-os e reserve algumas folhas para a decoração.
Junte o agrião às batatas e deixe cozer mais 10 ou 15 minutos. Bata no liquidificador ou usando um hand-mixer, junte o creme de leite e acerte a pimenta e o sal.
Transfira para uma sopeira previamente aquecida, decore com as folhas de agrião e sirva!

Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

velouté de abobrinha

sopeira individual

Estava vendo os links salvos nos meus favoritos, quando encontrei este aqui, que a Vera do cerâmica edição limitada me mostrou um dia, enquanto conversávamos pelo messenger. Acho que salvei o link por dois motivos, a receita é claro e também pela louça, tão bonita, uma das minhas favoritas da Gien, a namoro faz tempo, mas não tem cabimento eu pensar em comprar mais louças hehehe...
A descrição do preparo é bem simples: Faça uma sopa, à vossa maneira, com algumas abobrinhas, batatas, um cubo de caldo. Bata com o handmixer, com algumas folhas de hortelã... acerte o sal, a pimenta e deguste!
Simples não?

velouté de courgette

Bom, a minha maneira foi a seguinte: Refoguei em azeite meia cebola picada, até ficar translúcida, juntei 2 batatas descascadas e cortadas em cubos, e as cobri com caldo de legumes, caseiro, com um pouco de sal. Deixei ferver, baixei o fogo e lá deixei até a batata cozer, então juntei 3 abobrinhas, cortadas em cubos e ainda com a casca. Mais uns 10 minutos no fogo e bati tudo no liquidificador, com algumas ervas da hortinha. Infelizmente a minha hortelã morreu, então usei outras ervas. Mas a sopa ficou bem gostosa, acabei de tomar, aqui mesmo na escrivaninha, pra contar pra vocês :)

velouté de courgette

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

a rosa é uma rosa...

a rosa é uma rosa...

A rosa é uma rosa
E sempre foi rosa.
Mas hoje se usa
Crer que a pêra é rosa
E a maçã vistosa
E a ameixa, uma rosa.
Pergunta a amorosa
Que mais será rosa.
Você, claro, é rosa –
Mas sempre foi rosa.

A rosa é uma rosa, mas diferente do poema ("A família da rosa") de Robert Frost, ela nem sempre foi rosa, ela já foi açúcar. E não, não é uma daquelas flores em pasta americana, é uma técnica chamada pastillage, que diferente da pasta americana, não leva nenhum tipo de gordura e depois de seca, endurece, como um torrão de açúcar. Não vou publicar a receita, mas adianto, usei somente 3 ingredientes, vinagre branco (de álcool), açúcar e folhas de gelatina. Ah, sim, também algumas gotas de essência de baunilha. Depois de secar, o único sabor que irão sentir é o de açúcar, nenhum ranço de gordura vegetal grudando no céu da boca, como acontece com a pasta americana. Usando a mesma pasta, fiz também alguns confeitos de açúcar e marcadores de mesa. Mas sobre isso eu falo num próximo post.
P.S. Hehehe, as folhas não, não são feitas de açúcar, são folhas naturais da minha roseira.

Sábado, 21 de Março de 2009

panelas brilhantes

La recouresse

Até mesmo no século XVIII, a criada retratada por André Bouys em "La récureuse" já sabia, não se pode ter panelas de cobre ou pratarias bonitas sem esforço. Não sei o que se usava naquela época, mas hoje em dia para cobre se usa Brasso® e para prata Silvo®, mais um pano macio e algum esforço e pronto, está tudo brilhando!

panelas de cobre

E as panelas ainda vão te servir como espelhos! :)

Sexta-feira, 20 de Março de 2009

multiculturalismo cativante

five o'clock tea

Outro dia eu estava tomando chá, olhando tudo que estava na bandeja dei risada, me lembrei de um comentário que Jean Paul Brigand do blog La cuisine du jardin fez sobre o meu blog no post "Cuisines de la diversité" (cozinha da diversidade), ele comentou o seguinte:
"La passion de bons produits dans un multiculturalisme captivant : La cuisine d’un brésilien francisé: Panela de cobre - casserole en cuivre" (A paixão por bons produtos em um multiculturalismo cativante, a cozinha de um "brasileiro afrancesado": Panela de cobre).
Certo, meu riso ainda não deve fazer muito sentido pra vocês. Mas olhando a bandeja reparei que as madeleines, receita francesa, foram assadas em forminhas francesas, mas que foram compradas nos Estados Unidos e mandadas pra mim aqui no Brasil, o chá, preto, foi cultivado no Sri Lanka (antigo Ceilão), mas enlatado na Inglaterra e então importado para o Brasil, a colher polvilhadeira de açúcar, é prata holandesa do século XIX, acho que totalmente brasileiro só mesmo o açúcar, orgânico em cubinhos. Ah, e a colherinha de chá também, prata brasileira, de contraste 10 dinheiros (usado durante o império, século XIX).
Se sou um "brésilien francisé" não sei, mas hoje em dia vivemos mesmo cercados por influências e produtos do mundo todo, alguns criticam isso, mas eu acho fantástico!

Chás e madeleines

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

ralador de alhos provençal

ralador de alhos provençal

Eis o segredo do tempero das perdizes, alho, ralado neste ralador de alhos provençal, outro presente da minha amiga Chantal. Ralei alguns dentes de alho, sumo de limão siciliano, vinho branco seco, alecrim, sal, pimenta branca do moinho e um pouco daquele meu azeite de limão, algumas horas antes de assar. Não deve dourar demais para que a carne não fique dura e seca. Outra dica legal para perdizes assadas, é usar algumas fatias de bacon sobre elas na hora de assar, ajuda a não deixar a carne seca.
Eu não disse que era simples?

Sábado, 14 de Março de 2009

perdiz assada e lentilhas cozidas

perdiz assada e lentilhas

Parece algo sofisticado, mas não é, é simples!

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

detesto lavar louça

lavando louça

Eu já disse aqui que detesto lavar louça? Pois bem, eu detesto, pra mim lavar louça é uma enorme maçada. Depois de lavar louça sinto cada vez perder um pouco da minha dignidade.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

madeleines

Contam que estes bolinhos teriam sido criados por uma criada de Stanisław Leszczyński (ex rei da Polônia e sogro de Louis XV), o rei em retribuição, deu o nome dela (Madeleine) aos bolinhos. Mas uma história mais detalhada, prefiro deixar com o Sébastian Durand.
Para esta receita, li cerca de 20 receitas de madeleines, e ainda contei com a ajuda de alguns amigos, aproveitando as dicas de todos. No livro "Ducasse de A a Z", o autor descreve as madeleines de forma tão romântica, que eu cismei em querer uma receita que fosse como a que ele descreve, o mais simples possível, sem fermento ou aromatizantes.

madeleines

Madeleines

65g de farinha de trigo
65g de manteiga clarificada*
65g de açúcar
1 ovo e mais uma gema, em temperatura ambiente

Em uma tigela, bata o ovo mais a gema e o açúcar, até que a mistura fique clara e espumosa.
Adicione a farinha peneirada à mistura e mexa com uma espátula. Junte a manteiga e misture. Deixe que a massa repouse por pelo menos 2 horas em um local fresco.
Pré-aqueça o forno a 240°C., unte e enfarinhe a forma de madeleines (batendo bem para retirar o excesso de farinha), coloque a massa num saco de confeitar com bico liso e preencha com a massa os alvéolos da fôrma.
Leve ao forno e passados 5 minutos, reduza a temperatura para 200°C., isto dará às madeleines a tradicional corcova.
Retire do forno quando as madeleines estiverem secas quando espetadas com um palito e quando já estiverem com uma cor dourada.
Solte-as da forma ainda quentes, e deixe que repousem nos alvéolos da fôrma, que deve ser mantida perto do fogão, para que não esfrie muito rápido.
Se desejar, polvilhe-as com açúcar fino.
Para madeleines citronnés, siga o mesmo preparo, adicionando a casca ralada de um limão-siciliano junto ao bater do ovo, da gema e o açúcar.

*Falei sobre como clarificar manteiga no post do molho holandês.

P.S. Antes que me perguntem, a forminha, ganhei de presente de uma amiga minha, Simony, que mora nos Estados Unidos. São difíceis de encontrar aqui no Brasil, mas aqui em São Paulo não é impossível.

Sábado, 7 de Março de 2009

comida de praia

comida de praia

Voltei para São Paulo ontem, estava com a minha irmã no nosso apartamento do Guarujá, este o motivo da louça diferente, vocês não erraram de blog hehehe.
Minha irmã não é uma dona de casa muito zelosa, para ela, não ter comida nos armários ou na geladeira não é motivo de desespero (hehehe mas pra mim é!). Me virei com o que encontrei por lá, um vidro de palmito em conserva, ervilhas congeladas no congelador da geladeira e havia um único pimentão vermelho na gaveta de vegetais. No armário tinha um pacote de penne e azeite e alho também havia bastante.
Refoguei o alho em azeite até quase dourar, juntei as ervilhas congeladas, o pimentão picado pequeno, e por fim o palmito cortado em rodelas, temperei com sal e pimenta. Incorporei à massa já cozida (em água temperada com sal) e escorrida, reguei com mais azeite e servi, com uma salada de alface, única folha que havia na geladeira.
Ah, até que meu penne com palmito, ervilhas e pimentão não fez feio, bem gostoso e leve pra um dia de calor.

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"hora do rango"

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

mais Rameau



Ando meio sumido, é fato. Vez em quando sinto necessidade de me desligar de tudo, tenho algumas novidades para contar, presentes que ganhei de aniversário, forminhas de madeleines e cortadores que ganhei da Simony, um ralador de alhos provençal que ganhei da Chantal, mas deixo isso para os próximos posts, daqui alguns dias. Por enquanto deixo só isso, uma das minhas obras favoritas de Rameau, Le Rappel Des Oiseaux, tocada em cravo, é uma das minhas músicas favoritas.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

23

É, a descrição de "quem vos escreve" mudou, parabéns para mim.
Agora vamos, parabenizem-me!

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

tuiles passionnées

five o'clock tea

O mês de março ainda não chegou, mas as chuvas sim, tem chovido todos os dias aqui em São Paulo. Preocupados com eventuais goteiras no telhado? Relaxem! Já para a cozinha preparar estas deliciosas e crocantes telhas cor-de-sol, para o five o'clock tea. Façam seus próprios telhados com elas.

tuiles aux fruit de la passion

Tuiles aux fruit de la passion (telhas de maracujá)

50g de polpa de de maracujá passada pela peneira
50g de glucose (karo)
50g de açúcar
50g de farinha de trigo
50g de manteiga derretida, fria

Algumas sementes de maracujá para decorar


Misture todos os ingredientes, deixe descansar por 1 hora.
Numa assadeira untada com manteiga espalhe 6 pequenos discos de massa, com cerca de 10cm de diâmetro cada. Leve ao forno a 170° (temperatura baixa) para assar.
Depois de assados, retire do forno e rapidamente solte-os, coloque-os sobre uma superfície cilíndrica (um rolo de abrir massas por exemplo), dando aos biscoitos o formato de uma telha.

Nota do Daniel: É importante prestar bastante atenção na hora de assar, devem assar o suficiente para endurecerem depois de frios e não devem assar demais, para que não perca a bela cor do maracujá. Caso os biscoitos tenham esfriado antes de você os soltar, não se desespere, leve rapidamente a fôrma sobre uma chama do fogão e pronto, eles voltam a se soltar.

tuiles cor de sol

A receita é exatamente como a das telhas de framboesa, já há algum tempo tenho vontade de testar com maracujá, comentei com o Bergamo hoje de manhã e ele me deu algumas dicas, acabei nem precisando reduzir a polpa do maracujá, temia que não desse certo pela polpa do maracujá ser mais líquida que a das framboesas.
Ah, na xícara era chá verde ao jasmim, da Twinings, um dos meus favoritos!

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

pescada de duas formas

papinha

Não sei qual das formas é mais simples. Na foto acima, simplesmente sequei bem (com uma folha de papel toalha) o filé de pescada, espremi algumas gotas de sumo de limão, um pouquinho de pimenta branca, passei por farinha de trigo e fritei em óleo vegetal já quente, temperei com sal depois de frito. Servi com estas batatas que já são um clássico aqui em casa, primeiro cozidas em água (sem cozer demais, antes de ficarem muito macias), depois assadas com bastante azeite, alguns ramos de alecrim e alguns dentes de alho. Ah, teve uma salada também, que servi junto mesmo, hehehe como num "PF".

peixe antes

Já nesta foto, fiz en papillote, com o que encontrei na geladeira. Sobre uma folha de papel vegetal coloquei tirinhas alho-poró, cenoura também em tirinhas, alguns tomatinhos, ramos de alecrim, um pouco de vinho branco e um pouco de sumo de limão, temperei com sal e pimenta, fechei bem o papillote (molhando as bordas para selar bem) e levei ao forno.

peixe en papillote

Na hora de servir é uma delícia furar o papillote com a ponta da faca, então abrir e sentir o cheiro de peixe assado. E o melhor, ambas as formas de preparo sujam pouca louça, são fáceis de preparar e também bem rápidas!

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

estou só

"Bonjour, dit-il à tout hasard...
Bonjour... bonjour ... bonjour ... répondit l´écho.
Qui êtes-vous? dit le petit prince.
Qui êtes-vous... qui êtes-vous ... qui êtes-vous... répondit l´écho.
Soyez mes amis, je suis seul, dit-il.
Je suis seul... je suis seul ... je suis seul ... répondit l´écho."



"Bom dia, disse ele ao léu...
Bom dia... bom dia... bom dia... respondeu o eco.
Quem és tu? disse o pequeno príncipe.
Quem és tu... quem és tu... quem és tu... respondeu o eco.
Sede meus amigos, eu estou só, disse ele.
Estou só... estou só... estou só... respondeu o eco."



Trecho do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry.


É, estar sozinho não é fácil, não só pela solidão, mas também pela comida. Não é fácil cozinhar só pra um, acabamos tendo preguiça de comer.
Desde que voltei faz uma semana que estou sozinho aqui em casa, acabo comendo só sanduíches e biscoitos.
Hoje resolvi fazer uma salada, não estava com muita fome. Algumas folhas de alface, alguns tomatinhos, pequenos pepinos de conserva, algumas lascas de queijo parmesão, um molho à base de mostarda e pronto, estava pronto meu almoço, acompanhado de dois pedaços de pão.


salada

Mas a formiga que mora dentro de mim falou mais alto. Senti vontade de algo doce. Então, inspirado numa receita de omelete doce que vi no livro "cozinha de bistrô", de Patricia Wells, resolvi inventar minha receita de omelete doce. Eis ela:

omelete doce

Minha receita de omelete doce com calda de pêras
(Para uma pessoa)

1 pêra descascada e cortada em 4 pedaços
1/2 xícara de açúcar demerara
1 colher de sopa de manteiga
1/2 xícara de rum escuro
2 ovos
açúcar refinado para polvilhar

Numa pequena panela, derreta a manteiga, junte o açúcar demerara e em fogo baixo deixe até que o açúcar tenha se derretido. Junte a pêra, mexa por cerca de 1 minuto, para que a pêra seja envolvida pelo caramelo, então junte o rum escuro, e sem parar de mexer cozinhe por mais 2 minutos.
Bata os ovos e numa frigideira com um pouco de manteiga derretida, espalhe os ovos batidos e deixe que eles cozinhem, não deve ficar muito mais de 1 ou 2 minutos no fogo. Dobre a omelete formando um canudo, transfira para um prato, polvilhe com açúcar e cubra com os pedaços de pêra e sua calda.

Com pouquíssimo trabalho, posso dizer que me alimentei bastante bem :)

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Azeite ao limão

presente

No natal ganhei de presente da minha irmã esta caixa verde-oliva, dentro dela havia este azeite da Oliviers & CO e também uns grissini que não duraram nem até a foto. Minha mãe também ganhou um igual e andei experimentando lá na praia, o usei em peixes, saladas e também com o palmito lá da praia, em tudo ficou ótimo. O sabor é bem fresco, como se tivesse expremido um limão siciliano naquele mesmo minuto, além do sabor forte do azeite. No site vi uma dica legal, usá-lo em saladas de frutas. Alguém aqui já usou azeites em preparos doces? Ando com esta vontade, este o motivo dos biscoitos de ontem, quero agora fazer mais doces com azeite, especialmente com este, de limão. Sugestões?

presente

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Biscoitos de azeite

Depois das raivas, outra receita de biscoitos portugueses. Tive a idéia de fazer algo doce com um azeite especial que ganhei, sobre ele comento num outro post, acabei usando um azeite comum, de qualidade, mas comum.
Esta receita, portuguesa da região da Beira Alta, é do livro "cozinha tradicional portuguesa", da editora Verbo, livro que eu gosto bastante e recomendo comprarem.

biscoitos de azeite

Biscoitos de azeite (Beira Alta)

8 ovos
250g de açúcar
250ml de azeite
1,100kg de farinha de trigo (aproximadamente)
1 colher de sobremesa de canela em pó
açúcar e canela em pó para polvilhar
1 ovo para pincelar

Tomam-se 5 ovos inteiros e mais 3 gemas e batem-se com o açúcar e uma colher de sobremesa de canela. Junta-se em seguida o azeite, continua a bater-se e adiciona-se finalmente a farinha, batendo sempre. A farinha que se junta é a necessária para se obter uma massa que possa ser tendida. Formam-se então com a ajuda de farinha biscoitos em forma de S, que se pincelam com ovo batido e se polvilham com açúcar e canela. Estes biscoitos que devem ficar bem gordos (não achatados), levam-se a cozer em tabuleiros em forno bem quente durante cerca de 20 minutos.


Nota do Daniel: Não é uma delícia a forma como a receita é escrita? A receita é para uma quantidade enorme de biscoitos, eu a fracionei para uma quantidade bem menor. Uma outra dica é ralar a canela na hora, sempre prefiro à canela já comprada em pó.

chá preto com cassis

Os biscoitos me serviram para acompanhar um chá novo que eu comprei, preto aromatizado com cassis, delicioso!

preto com cassis

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Pescada com camarões e ervilhas

Uma das coisas que fiz lá na praia, bastante simples mas bem gostoso.
Adoro o sabor levemente adocicado das ervilhas junto ao molho de peixe.

pescada com camarões e ervilhas

Pescada com camarões e ervilhas

4 filés de pescada
500 ml de caldo de peixe (de preferência caseiro, ou então um cubinho dissolvido em água quente)
1 dente de alho
1 colher de farinha de trigo
100 ml de azeite de oliva
250g de camarões já limpos
100g de ervilhas frescas ou congeladas
salsa picada
sal e pimenta branca

Descasque e pique o dente de alho, o refogue no azeite até começar a dourar, junte a farinha de trigo e misture bem. Junte o caldo de peixe e deixe ferver por cerca de 1 minuto, então adicione o peixe ao molho com a pele virada para baixo, deixe cozinhar por cerca de 3 minutos. Vire os filés de peixe, junte os camarões e as ervilhas e cozinhe por mais 5 minutos. Acerte o sal e a pimenta, junte a salsa picada e sirva!

Nota: Caso tenha usado caldo de cubinhos, cuidado na hora de acertar o sal, o sal é o maior problema dos cubinhos.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

a praia

Como eu havia prometivo, as fotos:

alaranjado
flor bonita
caminho da praia
bolacha da praia
ondas
cinza com alguma cor
pegadas do Dani
aurora
céu cor-de-rosa
pézinhos
flor bonita!
frutinhas selvagens

Tudo é belo, mas eu já não via a hora de voltar à megalópolis :)

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

no escuro

no escuro

O que fazer quando há uma queda de energia? Foi o que me perguntei dia desses, sozinho lá na casa da praia, durante uma queda de energia. Pois bem, acendi uma vela aromatizada de chá verde ao jasmim, botei para tocar o adagio do trio em sol maior Hob XV: 41 de Franz Joseph Haydn (em mp3 gravada no celular) e me diverti lendo sobre arte francesa no século XVIII. Quando eu era pequeno sempre que havia alguma queda de energia, adorava. Algumas velas em castiçais e pronto, estava em outra época.
Mas tudo isso cansa, quedas de energia, mosquitos, calor, até mesmo pegar conchas na praia. Voltei para São Paulo, prometo em breve publicar algumas coisas que andei fazendo por lá e também algumas fotos bonitas. Lá é muito bom para se comprar peixes, também há o palmito cultivado por indígenas, que é delicioso para ser assado na própria casca.
P.S. A pintura do livro é uma das minhas pinturas favoritas, La récureuse, de André Bouys. Se repararem bem, verão ali uma panela de cobre, sendo polida pela criada alheia a qualquer coisa além do seu trabalho. Deve ser por isso que me identifico com ela :)